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Ilusões Perdidas de Honoré de Balzac

Outubro 22, 2009

Ilusões PerdidasIlusões perdidas é o mais extenso e famoso romance dentre os 95 criados por Honoré de Balzac, inclusos na unidade chamada “A comédia humana”. Genial observador de seu tempo, Balzac é considerado o inventor do romance moderno, sendo um dos primeiros a efetivar a transição do romantismo para o realismo.

Inspirado pelo escocês Walter Scott (mas divergindo dele quanto à idealização de amor e sexo), Balzac narra em Ilusões perdidas uma história não apenas bastante real, mas com experiências próprias sendo expostas. Conhecedor, de fato, das dificuldades encontradas para obtenção do sucesso na capital, sobretudo em se tratando de pessoas desprovidas de títulos de nobreza, o autor descreve com minúcia a sociedade idiossincrática e de aparências que era Paris no século XIX.

Iniciando seu romance na pacata cidade de Angoulême, Balzac apresenta o protagonista do enredo: Lucien Chardon de Rubempré. Filho de um farmacêutico com uma enfermeira, o jovem sonha em ser poeta famoso e rico, contando com a ajuda da mãe, de sua irmã Eve e de seu amigo David Séchard (tipógrafo de uma pequena gráfica da cidade). Após se apaixonar pela sedutora senhora de Bargeton, Lucien tem a oportunidade de acompanhá-la a Paris, onde, antes de ser abandonado por seu grande amor, percebe a superficialidade da sociedade da época e a enorme importância de títulos, em geral hereditários, para se enquadrar no “meio”. É dessa forma, sozinho e “escanteado” na cidade grande, que começa a luta do protagonista, a qual o proporcionará momentos de glória e fama diante da alta sociedade, mas o dará, ao fim, apenas tristezas e decepções.

Escrito há quase 200 anos, Ilusões perdidas ainda é bastante atual. Extremamente realista, descreve a “sujeira” que era o jornalismo, usado apenas para a glória de poucos, mesmo que fazendo uso de mentiras, calúnias e qualquer outra artimanha injusta e desprezível. Não se pode dizer que o jornalismo não tenha evoluído e que, hoje, busca mais a veracidade dos fatos do que apenas “fofocas infundadas”. É fato, porém, que tal profissão ainda abrange alguns cidadãos de péssimo caráter, que usam dela para se promoverem, expondo a sujeira e o perigo que pode ser o jornalismo quando em poder de pessoas levianas e sem escrúpulos.

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