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Do 3D às Histórias em Quadrinho

Outubro 28, 2009

A mesa escolhida trata desde animação 3D à histórias em quadrinhos (HQ). As pautas tiveram como palestrantes desde professores aos próprios alunos do Mackenzie.

por Natacha Leonelo

IV Encontro de Comunicação e Letras/Linguagens em Interface

IV Encontro de Comunicação e Letras/Linguagens em Interface

Foram apresentados os personagens de animação brasileira, e o porquê da necessidade de adotar estereótipos. A grande maioria da produção de animação no Brasil é de curtas, muito devido à falta de uma indústria voltada à área e de bibliografia (contamos apenas com algumas vindas de fora, como as do Walt Disney), então o tempo para se apresentar os personagens é extremamente limitado e a informação precisa ser rápida e apresentada da melhor forma para ser entendida. “Os curtas são como contos ou piadas, podem ser curtos mas a gente dá risada”, afirma o professor do Rio de Janeiro Daniel Moreira de Sousa Pinna.

Os alunos do CCL, Leonardo Rolim e Diego Estrella, apresentaram um pouco da história da animação, e explicaram que a primeira coisa a se fazer depois do roteiro escrito é o storyboard, uma sequência de desenhos que ajudará na visualização do que é bom manter, e que cenas não ficarão legais. Deixaram uma notícia animadora: esse campo de animação está crescendo no Brasil, principalmente na criação, e por não serem longas, nos permite explorar e testar diversas técnicas diferentes conseguindo um efeito tão legal, e tão nossa – brasileira.

O professor Alfredo Dias D’Almeida comentou sobre a realização de roteiros para documentários. Existem sim: a idéia principal do que se quer filmar, onde, como fazer estará no roteiro, mas ele não é “fechado”, ou seja, em um documentário ocorrem imprevistos, que enriquecem ou ‘empobrecem’, e que por esse motivo ele vai se alterando ao mesmo tempo em que é produzido e finalizado. Uma dica: não se esqueça de trabalhar a linguagem cinematográfica também, pois o visual é uma das características que aproximam o espectador do projeto e que transforma este em um documentário realmente.

O penúltimo tema foi sobre quadrinhos. O professor Alberto Ricardo Pessoa explicou que antes de um roteiro faz-se o storyline – no quadrinho e no cinema são diferentes; no HQ apresenta-se a história toda em mais ou menos cinco linhas, no cinema uma frase apenas, na capa do roteiro, que resuma toda a história. Em seguida trabalhamos o argumento e assim cria-se a história. Mas o argumento pode vir depois da história pronta, claro, ele na verdade ajuda na montagem da história, dando maior profundidade e “realidade” a ela. Explicou sobre as diferentes tiras e a diferença em HQ e histórias ilustradas. Terminou sua palestrante lançando aos alunos a seguinte questão: “qual será o futuro das HQ’s? Acredito que serão histórias seriadas, sem fim, e muito presente na internet.” Qual a sua opinião sobre isso?

E por fim, o aluno de publicidade Frederico Carvalho Junqueira explicou o processo de criação para seu projeto “Derretendo uma Ideia com a Invenção da Geladeira”, desde a ideia, o desenvolvimento e o projeto final. Apresentou suas referências e como chegou ao projeto da animação em vídeo. Vimos seus personagens em 2D evoluir para 3D, aproveitando para estudar as expressões dos mesmos através das suas.

Concluindo o processo todo, as dúvidas dos alunos presentes foram resolvidas e os assuntos discutidos foram bem abordados pelo tempo restrito que cada palestrante teve, encerrando, assim, mais uma mesa de discussões sobre roteiros.

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