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O desenho cartum e a publicidade

Outubro 28, 2009
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IV Encontro de Comunicação e Letras/Linguagens em Interface

por Natacha Leonelo

Rostos, corpos, balões e expressões… Quem nunca pensou em criar um personagem em cartum, mas não se aventurou por considerar seu desenho “não bom o bastante”? Seus problemas acabaram, o professor Alberto Ricardo Pessoa dá as dicas para terminar com essa sua frustração: “Faça uma cabeça (um círculo mesmo), outra cabeça embaixo e um semi-círculo para os pés”, e pronto, basta agora trabalhar o seu personagem em cima disso.

O termo correto é “cartoon”, mas o nosso bom Ziraldo o abrasileirou para “cartum” deixando-o muito mais simpático e com a nossa cara.

Muitas pessoas pensam que desenhar bem é fazer AQUELE desenho realista; mas não só. O desenho cartum basicamente é a sintetização de algo ou alguém para deixá-la o mais engraçada possível, então não é necessária toda aquela proporção das oito cabeças e tudo o mais. O importante é brincar com as formas e com as características principais de cada personagem que criar.

Outro ponto comentado na palestra é o uso dos balões: como os formatos e uso de imagens nas bordas podem alterar totalmente o sentido da intenção e da frase dita pelo personagem. O exemplo que o professor utilizou foi o de um aluno da sala cartunizado na lousa dizendo: “Presente, querido professor”. A primeira apresentação da ideia foi com o balão simples (o contorno preto); uma outra, para comparar o sentido da mesma frase com a sua apresentação, foi a de deixar o balão escorrendo embaixo e as bochechas do personagem vermelhas, brincando com o sentido dele estar ligeiramente “alto”.

Enquanto ele dava dicas e truques para cada um montar seu próprio cartum, todos da sala foram descobrindo meios de montar e criar os seus, juntamente com um notebook e tablet para testarmos essa nova forma de desenhar; outras fontes de referências como um livro de estampas, uma revista de toy art e o caderninho de desenhos do próprio Alberto foram passados entre a turma.

Ele explicou também os diferentes tipos de personagens: o protagonista, o antagonista (que atualmente são os preferidos da maioria) e os coadjuvantes, que normalmente são o elo de ligação entre os dois anteriores mas que não possuem um apelo comercial. Foi enfatizado que é sempre bom registrar seu personagem cartum, que pode ser feito na Biblioteca Nacional por R$60,00. E deu a dica também de criar “regras” na hora de montar seus personagens, para que seja fácil para qualquer um reproduzi-lo.

A palestra teve um contexto todo descontraído, principalmente com as piadas que o professor soltava de oportunidade em oportunidade, e deu pra ter uma boa noção, e aliviada, em quem está começando a desenhar mas ainda possui um pouco de incerteza ou timidez. Basicamente, para um personagem de cartum dar certo ele precisa envolver, fazer a pessoa se identificar com ele, e aos poucos, quase sem perceber, já estamos dentro do mundo de cada um deles.

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