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O professor, o Encontro de Comunicação e a Prova

Outubro 28, 2009
por Pedro Piva
O professor da disciplina de Jornalismo e Política Brasileira do sexto semestre, Lucas Pires, aplicou a prova mais desorganizada que eu, como aluno, já fiz.
Cheguei à sala vinte minutos adiantado, me sentei na quarta – de oito ou nove – carteira da fila. Todos estavam acomodados, uma ou duas carteiras vazias, então chega o professor. Ele distribuiu, fileira à fileira, as folhas de prova. Depois pediu para que eu me levantasse e sentasse de frente para a lousa no tablado, apesar de haver duas carteiras vazias. Um velho caso de amizade!
Com o maior prazer me levanto e atendo ao mestre.
Antes que o professor pudesse ditar as cinco questões (motivo de revolta na sala) alguns “atrasadinhos” chegaram, buscaram suas carteiras em outra sala e vieram se juntar a mim no tablado. Agora éramos 5 lá na frente: 3 de frente para a lousa; 1 na mesa do professor; e 1 atrás da porta(esta era atrapalhada quando a porta abria).
Muita conversa, muita gente. Oitenta pessoas, salvo engano pois fiz a contagem durante o tempo de prova. O professor não controlava a sala, tentava ditar as questões ao mesmo tempo que, devido os protestos, ligava o “data show”. A projeção não estava no campo de visão de todos e continha a resposta de uma das questões, que caiu.
Ele continuava a ditar, e rápido, o suficiente para vários ficarem perdidos, eu entre eles. Lucas me mostrou sua folha, em um gesto de educação, enquanto ditava e as duas últimas questões que restavam copiei, a exemplo de outros colegas, de alguém próximo.
Somado tudo isso, e acompanhado de vários “calma aí”, “espera um pouco” e alguns “perdi tudo” o professor perdeu a paciência e gritou. A situação era digna do “pito”, mas era ele, professor, quem deveria ouvir a bronca maior. A sala do décimo andar do Prédio RW não era grande o bastante para o número de alunos e, disso, ele saberia se o tivesse verificado. O grito causou espanto em alguns; um aluno, deixou a sala.
O que se pode exigir dos alunos quando uma avaliação é aplicada nessas circunstâncias? A faculdade carrega seu nome e seu rigor, e os professores definem seus métodos de avaliação, mas devem, em troca, dar condições ao aluno para alcançar tal meta no método de avaliação aplicado. Vinte e cinco minutos depois do início oficial da prova eu pude, realmente, iniciá-la.
Obs1:  A prova foi aplicada durante a semana do Encontro de Comunicação e Letras em decorrênciada quantidade de feriados na terça feira.
Obs2: Essa não é a primeira vez que o professor teve problemas com salas pequenas e horários, em Historia da Imprensa no terceiro semestre(talvez) já passei por experiência parecida.
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