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Linguagens e Interfaces

Novembro 9, 2009

Por Raquel Guanaes

IV Encontro de Comunicação e Letras do Mackenzie – Linguagens e Interfaces; quem foi, pôde desfrutar de informações de quem entende do assunto: a inserção no mercado de trabalho com as novas técnicas e as fases de adaptações, pelas quais grandes jornais vêm passando; e para quem não foi, pode conferir agora, tudo o que rolou na oficina Linguagens e Interfaces no jornalismo da Folha de S. Paulo, com os palestrantes Ana Estela, atual editora de treinamento do jornal Folha de S. Paulo; e Igor Ribeiro, editor-executivo da revista Imprensa; tendo como mediador, o professor e também jornalista da Folha, Sérgio Rizzo.

O modelo convergente de plataformas midiáticas existentes hoje, faz com que os profissionais busquem mais aprimoramento no exercício do seu trabalho para não perderem lugar no mercado. Com base em uma pesquisa feita na Inglaterra por um grupo de mídias, Ana Estela levantou questões de grande relevância para a profissão, que pesam na hora da seleção do candidato, como a presença de determinadas competências tradicionais, como a pro-atividade, iniciativa para propor  uma pauta e saber definí-la, construir uma narrativa, conhecer e dominar as técnicas de apuração, no caso das rádios, usar a voz de forma clara e precisa; e claro, domínio da língua portuguesa. Declarou que, todavia, existe muita dificuldade por parte dos ingressantes, em lidar com as novas técnicas, como a edição de vídeos, a construção de um roteiro, as múltiplas linguagens da internet, discernimento na hora de escolher a plataforma mais adequada para certa divulgação (vídeo, foto, áudio); blogs e afins.

A Folha, com o intuito de se adaptar a essa era tecnológica de multiplicidade de plataformas, tentou juntar a equipe editorial de on-line e impresso em um mesmo lugar, com cada integrante escrevendo para o seu meio, e “não demorou muito para começar a sair matéria atrasada”, diz. 80% do faturamento do jornal, ainda vem do meio impresso, e apenas 5%, da Folha on-line, fazendo com que o meio busque resguardar, cada vez mais, o seu conteúdo.

Igor Ribeiro, declara que a diferença do momento em que estamos vivendo é, talvez, a demanda de ferramentas e pessoas que procuram os mais variados serviços, e que um modelo interessante a ser explorado, seria o afunilamento de plataformas unido ao questionamento do que a sociedade quer.

Felipe de Andrade,  do quinto semestre de Jornalismo no Mackenzie, pergunta, durante a palestra, qual a principal causa dessa falta de competências dos alunos, e Ana Stela responde que muito pode ser feito pelo próprio aluno, como ler, se informar, correr atrás, e que, o dever das faculdades é fornecer exercícios e técnicas, de acordo com as exigências do mercado, para que você faça melhor, não se limitando a pensar sempre da mesma forma.“É claro que muito do conhecimento no Jornalismo, vem com a experiência, por que embora as matérias que você vai escrever sejam um pouco parecidas, cada uma apresenta um problema diferente. E esse repertório de soluções e segurança que você vai adquirindo é que vai te transformar em jornalista depois. Tem que experimentar. Jornais laboratórios, escrever de trás para frente, a hora de experimentar é agora.”  Segue a dica.

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