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O adversario Emmanuel Carrère

Novembro 19, 2009

por Deerek Calheiros

Em Janeiro de 1993, Jean- Claude Romand matou a mulher, os dois filhos e os pais. Teve tempo ainda de atear fogo à prpria casa, antes da chegada dos bombeiros.

Durante 18 anos, o francês fingiu diante da familia e dos amigos ser médico, ocupando alto cargo na OMS. Jean- Claude passa os dias em restaurantes de beira de estrada e postos de gasolina, na ilusoria tentativa de sustentar a farsa doentia. Quando a verdade estava para ser revelada, ele lançou mao do ato insano. O caso chocou toda a França, estarrecendo a opiniao publica nacional. Em busca da motivaçao por tras daquele ato barbaro. Emmanuel Carrère enviou uma carta ao falso médico, ja recolhido a um presidio. Depois de algum tempo, recebeu uma resposta, seca e direta. Sim, Jean-Claude contaria a sua vida ao autor

“E Impossivel parar de ler o Adversario. A versao do século xxi para A sangue frio, de Truman Capote.”

– The Washington Post Book World

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Marcão e Raí

Novembro 15, 2009

Em mais uma cobertura interessante, o aluno Marcos Garcia emplaca entrevista interessantíssima com o craque, dentro e fora dos campos, Raí. Tudo para o “Portal ONNE”, onde Marcos Trabalha.

Raí continua fazendo golaços mesmo depois de se aposentar do futebol

O ex-jogador de futebol Raí, um dos maiores da história do futebol nacional, ídolo do São Paulo e da Seleção Brasileira, continua marcando fora de campo os golaços que acostumou fazer dentro das quatro linhas. Depois de uma carreira de sucesso, o craque se dedica a projetos sociais, para de alguma forma conseguir disseminar o esporte a todos os patamares da sociedade.

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Foto: Marcos Garcia

Na primeira semana de novembro, o craque participou da “Semana Internacional Esporte pela Mudança Social”, que aconteceu no SESC/Santana, em São Paulo, com o objetivo de debater o esporte como ferramenta na promoção do desenvolvimento e na busca da paz, além de instrumento para a garantia dos Direitos Humanos. Passamos por lá e batemos um papo com ele. Confira!

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Fotos: Divulgação

ONNE: Como você acredita que o esporte pode influenciar na formação de um cidadão?
Raí: O esporte possui vários meios para ajudar na formação, como nas atividades escolares em si, ligadas a instituições que trabalham com educação. No Brasil, a gente sabe que isso é desvalorizado de uma maneira geral. Na questão de envolvimento, o esporte tem um poder de mobilização muito grande, então através dele você tem a oportunidade de trazer integração para o seu bairro, para a sua comunidade, e além da questão da visibilidade e da comunicação, os atletas, por exemplo, possuem um papel importante para disseminar valores que ajudam muito na formação de um cidadão.

Hoje, eu acho importante o esporte ir mais além. E esse passo é construir uma política pública, que seja mais ampla, nacional e que mude essa visão de que alguns possuem que o esporte é só um formador de atleta ou tirado apenas como lazer. O esporte é fundamental na formação do ser humano e consequentemente no desenvolvimento social, e se isso se transformar numa política pública, orientando todos os atores, instituições envolvidas e a educação a pensarem de forma parecida, certamente os resultados serão mais visíveis e muito importantes para o avanço da sociedade.

ONNE: O que você acha das atuais políticas de incentivo ao esporte no país?
Raí: Eu acho importante a política de incentivo fiscal através do esporte, mas ainda é nova. O próprio Ministério reconhece que não tem uma agilidade necessária para todos os anseios da população, com projetos sociais em parceria com empresas que apoiam a ideia. O ritmo ainda é lento, mas a iniciativa é positiva, pois temos a cultura que vem há muito tempo repensando sua política fiscal, trazendo muitos benefícios. O esporte pode ganhar muito com esta experiência da cultura, para trazer uma democratização dos recursos e que assim seja cumprida a constituição, onde todo brasileiro tenha direito a uma atividade esportiva de qualidade.

ONNE: Com a realização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Brasil a situação tende a melhorar?
Raí: Com certeza vai trazer o foco ainda mais forte para ao esporte, mas eu acho que gera uma oportunidade e também um perigo, pois todos os recursos e interesses podem ser voltados apenas para projetos de formação de atletas, que não colaborem para a mudança de paradigma do esporte como uma chance de desenvolvimento social. Acredito ser uma chance para o esporte chamar mais atenção até 2016, e que assim possa se construir uma política mais democrática, dando outra visão em relação ao esporte, para que o atleta seja uma conseqüência desta política e não o fim, quando recebem incentivos por já serem atletas de elite.

ONNE: Quantos projetos sociais você está participando atualmente?
Raí: A “Fundação Gol de Letra” que já completou 10 anos e também estou envolvido na ação “Atletas pela cidadania”, que é um projeto em que vários atletas em conjunto utilizam o poder de mobilização, o poder de comunicação, para causas sociais.

ONNE: Mudando de assunto, qual o seu clube favorito para a conquista do Campeonato Brasileiro?
Raí: Se o São Paulo tivesse conseguido aquela vitória frente ao Grêmio com certeza teria se transformado no grande favorito. Mas o clube é acostumado a momentos decisivos e certamente vai seguir brigando pelo título até as últimas rodadas.

postado por Marcos Garcia, às 22:59

Charge na sexta

Novembro 13, 2009

por Diego Felipe Cezar Esteves

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Quem viveu, viu!

ECA-USP oferece curso sobre jornalismo popular e alternativo

Novembro 13, 2009

por http://aprendiz.uol.com.br/content/repebrewro.mmp

Estão abertas as inscrições para o primeiro Curso de Difusão Cultural em Jornalismo Popular e Alternativo, organizado pelo Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) da Escola de Comunicações e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo e pelo Grupo de Pesquisa em Jornalismo Popular e Alternativo (Alterjor).

O curso tem como público-alvo pesquisadores, alunos e graduados em Jornalismo. Os interessados deverão se inscrever até o dia 19 de novembro no CJE e deverão levar cópias de RG, CPF, atestado de matrícula ou de conclusão de graduação e currículo.

O curso acontece entre os dias 7 e 11 de dezembro, das 14 às 18 horas, no CJE, localizado na Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária, São Paulo

Mais informações pelo telefone (11) 3091-4058, pelo site www.eca.usp.br/cultexte/cursexte/cje.asp ou pelo email pcbontempi@usp.br.

“Versos de Hollanda” na Maria Borba

Novembro 13, 2009

por Natacha Leonelo
 
Na peça “Versos de Hollanda” apresentada no Teatro O Inflamável na Rua Maria Borba, os atores nos fazem sentir as intenções, ou uma das diversas que o Chico empregou nas letras e melodias de suas canções, em um espetáculo emocionante, cômico e dramático, assim como o espaço onde são encenadas. O teatro na verdade é um barzinho muito bem decorado fazendo-nos entrar na realidade de um cabaré, onde se passa a história, e onde o palco é menos usado pelos atores que pelos músicos que dão o “clima” para cada momento encenado. As composições foram muito bem seqüenciadas para o roteiro com direito a brincadeiras e participação da platéia.

Se você já amou ou já imaginou como é o amor que gostaria de ter vai se identificar com essa peça, que mostra também as dores e alegrias que esse sentimento pode trazer. As músicas de Chico Buarque são sempre repletas de sentimentalismo, emoção e paixão – um sentimento realmente forte que mesmo não se tendo passado por tal amor parece que ele faz parte de cada um e que somos nós que realmente sofremos desse “mal”, mesmo não amando ninguém no momento. A peça é envolvente e os atores, muito simpáticos ao término do espetáculo.

Para quem gosta e para quem quer escutar uma ótima seleção de músicas do Chico Buarque acrescido de uma ótima apresentação lúdica e teatral, a peça é imperdível. Ela acontece todas as quintas no Teatro O Inflável às 21 horas, na Rua Maria Borba, 87, Consolação, até 17 de dezembro. Não percam!

OSGEMEOS apresetam novo trabalho hoje

Novembro 12, 2009

0aaasogemeos Os grafiteiros OSGEMEOS, que acabaram de lançar a mostra ” Vertigem” no Museu de Arte Brasileira da FAAP, o MAB, participam hoje, dia 12, e  amanhã, 13, de um evento que comemora o Ano da França no Brasil, que ocorre às 19h30 no Vale do Anhangabaú.

A dupla grafitará um painel e depois confeccionará um boneco inflável com 20 metros de altura, que se juntará ao espetáculo “ O Estrangeiro” dos frânceses Plasticiens Volants. A produção permanecerá no local durante os dois dias. Além deles, o espetáculo conta com a participação de Zeca Baleiro, Naçâo Zumbi, Siba e Fuloresta.

Informações:

Quando: Qui 12 a Sex 13/11 às 19:30
Quanto:  Gratuito
Endereço: Vale do Anhangabaú.
Telefone: (11) 3111-7000

Para ler: Admiravel Mundo Novo – Aldous Huxley

Novembro 11, 2009

admiravelmundonovoO ano era 1932. O mundo vivia um crescimento acelerado do capitalismo e um desenvolvimento tecnológico nunca visto antes. Foi em meio a essas transformações e evoluções que Aldous Huxley escreveu seu maior romance: “Admirável Mundo Novo”. Com ele, Huxley viria a alertar sobre a manipulação inadequada das novas descobertas e no que isso poderia se tornar em um futuro próximo. Huxley descreve um Mundo em que todas as pessoas são criadas em laboratório, e cada uma já nasce com suas características pré-estabelecidas, correspondentes à cada classe existente. O sexo como forma de reprodução foi abolido e virou apenas uma diversão banal praticada até por crianças. O povo é condicionado a viver feliz através de drogas e tratamentos de manipulação das consciências. O Governo é mundialmente soberano e proíbe qualquer forma de manifestação cultural. O importante deixou de ser o Homem ou Deus e passou a ser a manutenção do poder de uma elite individualista e gananciosa. O ano em que a estória se passa não é especificado, o que dá uma impressão de que isso pode acontecer a qualquer momento. É o encontro entre os moradores desse “Admirável Mundo Novo” e um remanescente do “antigo mundo” (morador de uma reserva “indígena” da época) que inicia a reflexão do livro. Será se este conceito de felicidade é válido? Sentimentos diferentes como a consternação e aflição não formam a verdadeira essência do homem? Como restaurar uma sociedade onde os próprios subjugados estão contentes com sua situação? Em Admirável Mundo Novo o ser humano é apresentado como um animal que fala. Seus sentimentos são suprimidos e suas esperanças morrem antes de nascerem. Esse é o tipo de mundo futurista que nem o mais sádico dos homens almejaria para nossa raça. Aldous Huxley usa nesse livro todo seu vanguardismo Modernista e conduz a narrativa com destreza e sabedoria. Ele coloca o leitor dentro desse utópico futuro e faz uma crítica contundente ao indiscriminado e às vezes antiético uso da tecnologia e do poder que ela fornece. Huxley deixa claro que as mentes podem ser facilmente manipuladas (coisa recorrente atualmente), e com isso alerta à sociedade sobre as drásticas conseqüências que tal ato pode ocasionar.